Protozoários, oses, cistos...Domingo de tarde, pessoas andando pela praça e pela calçada, e Anna tinha que estudar. Mas nao da pra se concentrar vendo o mundo e as crianças rodarem, vendo nuvens e passaros voando no ar, sentindo o vento gelado de junho cortar seu rosto e seus labios. Os olhos secam num instante, as paginas voam. Mas quem precisa delas?
Naoo...nao tem graça...Anna prefere largar tudo pra sentar no balanço e afundar a ponta do tenis na areia gelada...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Nua...
Anna está nua. A cortina do palco está aberta e Anna Clara olha para o publico.Não tem coragem de tirar a mascara de seus olhos, mas está nua. Seus seios estão à mostra, seu torso e seus pelos. O corpo jovem, inteiro por ser descoberto está à mostra. Mas todos estão ocupados demais para vê-la. Todos tem algo melhor a fazer agora e isso dói. Mas ela finge que nem está ligando. Então ela adormece e sonha que está voando.
Chuva...
Cai agua do ceu. Pela janela, Anna conta os pingos de chuva que tentam tocar seu rosto colado no vidro, mas nao a tocam. Cai agua do céu e Anna está segura em seu quarto. A agua não consegue levar a poeira do ar até sua pele, mas tem força para trazer antigos momentos já esquecidos à tona. O cheiro de terra molhada, bolo de chocolate assando e lembranças quase perdidas impregna o ar de toda a casa. Cai agua do ceu e Anna quer passar pela porta e correr pelo asfalto molhado, mas sente medo. Desta vez, tudo o que ela faz é ficar sentada na cama, com o rosto colado no vidro, que tenta protegê-la da agua.
sábado, 19 de janeiro de 2008
Mais uma dose...
Essa era mais uma daquelas noites que pareciam travar o relógio. Os segundos corriam cada vez mais lentos e a dona lua nao se cansava de sua caminhada noturna...Anna Clara não conseguia pregar os olhos.
Passava noites pensando no mundo. Queria sonhar livre, voar sem precisar de cera. Sentia falta do que ja havia sido, do tinha sido, do que esperara encontrar um dia. Lembrava daquele cheiro de carvão enbebido de alcool queimando, de cerveja e conversa jogadas fora e de quando aprendera a contar historias. Falta daquelas tardes em que nem se importava com o anoitecer, e brincava de ser gente grande. Anna sentia falta da garotinha que ia mudar o mundo quando tivesse voz e identidade. Ja estava cansada dessa rotina de não ter o que fazer, ou de não se esforçar para fazer nada de novo. Precisava de um pouco mais de veneno...
Passava noites pensando no mundo. Queria sonhar livre, voar sem precisar de cera. Sentia falta do que ja havia sido, do tinha sido, do que esperara encontrar um dia. Lembrava daquele cheiro de carvão enbebido de alcool queimando, de cerveja e conversa jogadas fora e de quando aprendera a contar historias. Falta daquelas tardes em que nem se importava com o anoitecer, e brincava de ser gente grande. Anna sentia falta da garotinha que ia mudar o mundo quando tivesse voz e identidade. Ja estava cansada dessa rotina de não ter o que fazer, ou de não se esforçar para fazer nada de novo. Precisava de um pouco mais de veneno...
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